
A importância da arte no desenvolvimento das crianças na educação básica
- Thiago Loreto

- 1 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Introdução
A arte sempre esteve presente na vida humana como forma de expressão, cultura e comunicação. Mas, dentro da educação básica, ela vai muito além de uma disciplina: torna-se um instrumento poderoso de desenvolvimento cognitivo, emocional e social para as crianças.
Sendo a maneira mais simples, direta e precisa que elas encontram para expressar sentimentos complexos e difíceis de entender, a arte é a base da linguagem visual é o que nos mostra do que uma pessoa é capaz.
Além da beleza, um caminho para entender os jovens mesmo em tempos tão turbulentos e imediatistas.
Arte como linguagem e expressão
Na infância, muitas vezes as palavras não são suficientes para traduzir sentimentos, ideias e experiências, ainda mais se forem sentimentos complexos como a paixão, ou a raiva, ou mesmo a tristeza. O desenho, a pintura, a música e o teatro tornam-se linguagens alternativas, permitindo que a criança comunique o que sente e pensa de maneira criativa, sendo livre para expressar o que vê do mundo e como o encheria, podendo ser da maneira mais simples, ou de um modo extremamente complexo. Essa liberdade expressiva fortalece a identidade, fazendo com que a criança, ou o jovem, tenha melhor entendimento de si, de quem é realmente e ao se olhar no espelho ver seu eu verdadeiro, além disso a arte é capaz de amplia a percepção de mundo desse jovem.
Benefícios cognitivos do ensino de arte
Diversos estudos mostram que atividades artísticas estimulam habilidades essenciais para o desenvolvimento infantil, principalmente quando se fala de desenvolvimento motor e cognitivo, firmando o movimento de pinsa por exemplo, que é muito utilizado para segurar pincéis, lápis, borrachas, canetas e por aí a fora, além disso trabalha-se o movimento fino das mãos e braços, não só na hora de desenhar e pintar, propriamente dito, mas no movimento de pegar o material necessário de cima da mesa.
Segundo Bersanetti et al. (2024), a arte na educação infantil amplia a criatividade, estimula a imaginação e contribui para a construção do pensamento lógico e crítico. Já Rozadas (2024) destaca que a arte colabora para o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes, funcionando como uma ponte entre a expressão pessoal e o aprendizado escolar.
Tornando o jovem em um cidadão funcional para a sociedade, a arte pode aprimorar suas habilidades sociais através do teatro, dança e da música, por exemplo.
Esses resultados indicam que a arte durante o ensino básico não apenas promove prazer estético, mas também favorece o aprendizado em outras áreas do conhecimento, como o da linguagem e do desenvolvimento motor como citado anteriormente.
Benefícios emocionais e sociais
Além da mente e do corpo, a arte toca o coração. Quando incentivadas a criar, as crianças desenvolvem:
Autoestima, ao verem suas produções valorizadas e para isso precisamos valoriza-las.
Empatia, ao compreenderem diferentes formas de expressão, não se limitando a um único tipo de arte, mas trabalhando todos.
Regulação emocional, já que o ato criativo, onde eles irão expor seus sentimentos, pode ser terapêutico.
Trabalho em grupo, em oficinas e atividades coletivas, os jovens trabalhando juntos podem entender melhor como o pensamento do coletivo funciona.
De acordo com Ramaldes (2017), a arte na escola promove interação social e valorização da diversidade, permitindo que cada aluno se reconheça como sujeito criativo.
Unidade em meio a coletividade, saber que a comunidade existe, mas também entender que ele é único, trazendo equilíbrio e livre pensamento.
O que dizem as pesquisas
No Brasil, autores como Ana Mae Barbosa defendem a abordagem triangular da arte (fazer, apreciar, contextualizar), que busca equilibrar a prática criativa, a reflexão e o conhecimento histórico-artístico (Barbosa, 2014), tornando o aluno capas de ser um artista inteiro, completo, dê-se o básico, fazendo da escola uma porta para o mundo da arte.
No cenário internacional, Hallam et al. (2007), em estudo realizado no Reino Unido, demonstram que o ensino de arte nas escolas primárias amplia a capacidade de resolução de problemas e de pensamento criativo.
Conclusão
A arte na educação básica não é luxo, nem atividade recreativa: é parte essencial da formação integral da criança. Ao estimular a mente, o corpo e o coração, ela contribui para o desenvolvimento de indivíduos criativos, único, conscientes e preparados para enfrentar os desafios da vida.
Sabendo como lidar com as frustrações de não ter um trabalho (artístico) perfeito, e que mesmo assim tem seu valor, seja para o jovem enquanto artista, ou para alguém de fora que busca a expressão desse jovem.
E você? Já parou para pensar em como a arte marcou a sua infância? Lembra-se de ter tido um professor ou professora que entende se é o incentivasse a se tornar um artista? Compartilhe este artigo para que mais pessoas reflitam sobre a importância da arte na escola!
Referências
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2014.
BERSANETTI, Amanda et al. O ensino da Arte como instrumento de aprendizagem na Educação Infantil. Revista Acadêmica da Lusofonia, 2024. Disponível em: revistaacademicadalusofonia.com.
HALLAM, Susan; NUTTALL, Caroline; O’BRIEN, John. An analysis of the presentation of art in the British primary school curriculum and its implications for teaching. International Journal of Art & Design Education, v. 26, n. 2, 2007. Disponível em: Wiley Online Library.
RAMALDES, Karine. Ensino da Arte: qual ensino queremos? Revista Arte & Inclusão, v. 13, n. 2, 2017. Disponível em: revistas.udesc.br.
ROZADAS, C. O ensino de Artes na Educação Básica no Ensino Fundamental II. Revista À Margem, 2024. Disponível em: seer.ufu.br.



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